tomei do meu café. um espaço longo sem falas nem telefonemas nem duas linhas sequer. eu não seria tão confiante em mim mesma, por isso admiro sua coragem em desafiar a sorte de um encontro. o essencial não cabe em duas linhas, o essencial já coube entre nós, mas se foi com o gole de café que me fez chegar ao local onde tenho evitado pisar: a linha do fim. não, não cabe aqui o essencial, nem entre nós, nem em nossa linha do final. digo, entretanto: não será mais tão prazeroso morrer ao seu lado.
escrita e existência